Manaus
Manaus é capital do estado do Amazonas. Situado na confluência dos rios Negro e Solimões. Cidade mais populosa da Amazônia, Manaus a metrópole da Floresta é conhecida mundialmente pelo eco-turismo e por suas indústrias.
Manaus Hoje
A atualmente é o 8ª município brasileiro mais populoso, abrigando quase metade da população do estado, sendo um pólo atrativo de toda a região. Contudo, esse aumento populacional acarretou inúmeros problemas, como déficit habitacional e nos serviços de saúde. Há ainda um acentuado aumento na criminalidade.
Acesso a Manaus
O acesso a Manaus é feito por via fluvial, terrestre ou aérea. Todavia, o grande elo de ligação de Manaus com o resto do Brasil é feito através dos rios e de seu aeroporto, já que as estradas são de grande perigo de transito devido às más condições e as longínquas distâncias.
Problemas urbanos
O crescimento populacional e urbanístico de Manaus, a par de transformar a cidade em moderna metrópole, acarretou também os seguintes fenômenos:
População
A população de Manaus é de 1.698.475 habitantes (segundo IBGE).
Composição étnica
Na sua formação histórica, a demografia de Manaus é o resultado da miscigenação das três etnias básicas que compõem a população brasileira: o índio, o europeu e o negro, formando assim, os mestiços da região (caboclos, mulatos e cafuzos.) Mais tarde, com a chegada dos imigrantes, especialmente japoneses, árabes e judeus, formou-se um caldo de cultura singular, que caracteriza a população da cidade, seus valores e modo de vida.
Testemunho de um de nossos obreiros:
“Ao conhecermos ainda mais de perto as realidades da Amazônia, pudemos verificar o quanto o Ministério de Barcos da CML é imprescindível para alcançar toda aquela importante região.
Com muita clareza podemos destacar a extrema pobreza, a idolatria e a falta de recursos e meios governamentais de assistir a essas comunidades.
O governo não possui instrumentos suficientes para atender a todas as comunidades, assim, muitas ficam quase como que isoladas sem qualquer ajuda – a esperança está na chegada de algum barco filantrópico, tal como nosso.
As enfermidades na grande maioria são tratadas pelos próprios ribeirinhos através de remédios caseiros e os casos mais graves são transportados para a cidade de Manaus - quando possível!
O meio de transporte inevitavelmente são os barcos. É muito grande o trânsito de grandes e pequenos barcos por toda a região. Por onde andávamos, ou melhor “navegávamos” víamos sempre várias embarcações e muita pobreza.
Nos igarapés (braços estreitos de rios, caracterizados por pouca profundidade), entrávamos com o “Austrália II” para chegar às outras comunidades – barcos maiores não conseguem passar pela vegetação fechada e pela pouca profundidade das águas.
Existem hoje 9.600 comunidades ribeirinhas e para alcançar a muitas delas, apenas de barco.
Além das comunidades existem muitas “casas flutuantes”. São casas que estão no meio do rio. Claro que seus moradores possuem sempre um barco a disposição.
Além desse tipo de casa, existem as casas ribeirinhas - são aquelas que estão distantes de uma comunidade e foram feitas às margens do rio. Encontramos diversas casas desse tipo.
É tão interessante notar que existem até postos de combustível no meio do rio, principalmente nas partes abertas da vegetação e locais mais profundos. Nesses postos de combustíveis pequenas e grandes embarcações param para abastecer e trocar o óleo.
Em uma das fotos, paramos em uma “mercearia no rio”. É, uma mercearia que abastece as comunidades mais próximas.
Ao nos afastarmos de áreas mais abertas do rio passamos a não ver mais postos ou pontos de abastecimentos.
Nossas viagens precisam ser bem preparadas, para que não falte combustível e não podemos correr o risco de ficar a deriva no rio, assim se faz necessário sempre um piloto, aqui sempre chamado de comandante para nos orientar e nos conduzir às regiões que desejamos.
Foram dias muito especiais, creio que para todos nós da equipe como para os ribeirinhos.
É claro que não percorremos uma área tão extensa do rio, mas extensa no desejo de alcançar as vidas sem Cristo.
Nosso coração realmente se sente privilegiado por poder ser uma luz para essas vidas tão carentes de ajuda e da principal mensagem – a Palavra de Deus.
Foi nos dias cheios de alegria em poder ver a graça de Deus sendo dispensada a um povo tão necessitado.
Assim como esta pequena mas importante viagem, a CML tem percorrido outros rios da região, levando esperança e amor através de sua filantropia e da mensagem celestial.
Fico muito feliz por ser participante deste ministério, que todas as vidas que tem participado através de suas orações e contribuições sejam profundamente abençoadas pelo Senhor”.
Alessandro Aleixo Soares
Coordenador de Projetos CML